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Parque Nacional - Pantanal

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Parque Nacional - Pantanal

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A criação do parque nacional do Pantanal matogrossense atendeu à reivindicações da sociedade e comunidade científica, para criação de uma unidade de conservação que protegesse amostras significativas do bioma pantanal. Foi criado pelo Decreto nº 86.392 de 24.09.1981 e incorporou a antiga Reserva do Cara-cará, a qual na década de 80 foi base de operações no combate à ação dos caçadores de jacarés, e praticamente dobrou seu território com a compra de uma antiga fazenda de gados, que foi inundada em consequência das transformações da região, por ações antrópicas diversas.

Possui uma área de 138.000 ha e perímetro de 260 Km. Está localizado no extremo sudoeste do estado do Mato Grosso, no município de Poconé, junto à divisa com o estado do Mato Grosso do Sul, na confluência dos rios Paraguai e Cuiabá. O acesso é feito através da MT-060, partindo-se de Cuiabá até Poconé, por 100 Km em via asfaltada e continuando pela rodovia Transpantaneira por mais 147 Km até Porto Jofre, às margens do rio Cuiabá. De Porto Jofre até o Parque o acesso é apenas por via fluvial, navegando-se por aproximadamente 4 horas. Por via aérea utiliza-se a pista de pouso da Fazenda Acurizal (RPPN/Fundação Ecotrópica), gastando-se 1 hora de vôo e meia hora de barco. A cidade mais próxima à unidade é Poconé que fica a 110 Km da capital.

Estudos de arqueologia indicam que os primeiros habitantes do Pantanal chegaram à planície pantaneira há cerca de 5.000 anos. Desde então, a ocupação da região prosseguiu, ao longo de todo esse tempo, nos locais mais elevados, denominados pelos arqueólogos de aterros, onde é possível encontrar material cerâmico, instrumentos líticos, ossos de animais e sepultamentos humanos. Os habitantes nativos mais próximos são os índios Guatós, últimos sobreviventes indígenas, e depois, quando se inciou a colonização do interior da América do Sul, provavelmente os primeiros ocupantes pantaneiros foram os espanhóis vindos da Bolívia por volta de 1550.

O Pantanal é uma imensa planície alagável, passando grande parte do ano debaixo d’água. A rede hídrica da região é grande, formada por 175 rios repletos de peixes. No período seco, formam-se diversas lagoas, lagos e corixas que ficam repletos de aves em busca de alimentos.

A vegetação típica da região é uma transição entre cerrado e floresta amazônica.

A fauna do parque é muito diversificada: são aproximadamente 650 espécies de aves, entre tuiuiús, garças, araras-azuis e gaviões, 240 de peixes, entre jaús, pacus e dourados e 80 de mamíferos, como capivaras, cervos, lontras e onças, além dos répteis, destacando-se o jacaré-do-pantanal.

O parque não está aberto à visitação. Uma boa opção para quem quer conhecer a região é hospedando-se em uma das inúmeras fazendas e conhecendo o cotidiano pantaneiro através de um pacote de viagem bem organizado, sempre com acompanhamento de um guia de turismo profissional. A Chapada Explorer organiza viagens ao Pantanal.

As atividades mais comuns para quem visita o Pantanal são: caminhadas, safari fotográfico, focagem noturna de jacarés, passeios de barco, cavalgadas e observação de pássaros. Sugerimos ainda uma olhada no céu durante a noite para apreciar as estrelas.

A infra-estrutura do parque nacional do Pantanal resume-se a um Centro de Visitantes com embarcações, localizado em um platô a salvo de inundações. Em Poconé, existem hotéis-fazenda, hotéis de beira-rio e restaurantes simples, localizados ao longo da Rodovia Transpantaneira.